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O ser humano é um objeto tão surreal, sensível e ao mesmo tempo brutal...
Vazio, estético, fraco. Um recipiente cheio de imoralidades, transformador de pensamentos, ilusionista no seu próprio tempo.
Imparcial em poucos momentos, vivo em um, e morto em mil pedaços...
Tão profundo que se perde na sujeira de seus próprios passos. Sem meias verdades, apenas completas mentiras. Nem carne, nem osso só tu ou eu.
Independente de nós, dependente de um só. Incrível e espetácular no seu próprio mundinho. Preocupado, disperso.
Reconhecido hoje, mundialmente desconhecido amanhã...
Frio, incalculável em suas maquiavélicas invenções. Apaixonado pela beleza, irmão da vaidade, inimigo da velhice, admirador da mocidade, corrompido pelo ódio, extraviado de desejo, louco de amor, lúcido de sexo, cheio de tesão, inabalável por fora, abalável por dentro.
Inesquecível e marcante em sua própria existência.
Mau para todos, ruim para si próprio. Dono de si, perdido em sua própria identidade.
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